Versos Del Corazon

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Archive for the 'Fernando Pessoa Poemas' Category

VIA CRUCIS

11 5th, 2009 Author: Maria
Bienvenido de nuevo!

via crucis

ME SUCEDIÓ desde lo alto del infinito
Esta vida. A través de neblinas,
De mi propio yermo ser, humos primeros,
Vine ganando, y a través de extraños ritos
De sombra y luz ocasional, y gritos
Vagos a lo lejos, y asomos pasajeros
De saudade incógnita, luceros
De divino, este ser opaco y proscrito…
Cayó lluvia en pasados que fui yo.
Hubo planicies de cielo bajo y nieve
En alguna cosa de alma de lo que es mío.
Me narré a la sombra y no me hallé sentido.
Hoy me sé el desierto donde Dios tuvo
Otrora su capital de olvido

No soy quien describo. Soy la tela
Y oculta mano colorea alguien en mí.
Puse el alma en el nexo de perderla
Y mi principio floreció como Fin.
¿Qué importa el tedio que dentro de mí hiela,
Y el leve Otoño, y las galas, y el marfil,

Y la congruencia del alma que se vela
Como los soñados palios de satín?
Disperso… Y la hora como un abanico se cierra…
Mi alma es un arco tendido con el mar por fondo…
¿El tedio? ¿La amargura? ¿La vida? ¿El sueño? Déjase.
Y abriendo las alas sobre Renovar,
La yerma sombra del vuelo comenzado
Pestañea en el campo abandonado…

(VIA CRUCIS)

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Passos Da Cruz

11 3rd, 2009 Author: Maria

Christmas ornaments hanging against pink background

ACONTECEU-ME do alto do infinito
Esta vida. Através de nevoeiros,
Do meu próprio ermo ser fumos primeiros,
Vim ganhando, e através estranhos ritos
De sombra e luz ocasional, e gritos
Vagos ao longe, e assomos passageiros
De saudade incógnita, luzeiros
De divino, este ser fosco e proscrito…
Caiu chuva em passados que fui eu.
Houve planícies de céu baixo e neve
Nalguma cousa de alma do que é meu.
Narrei-me à sombra e não me achei sentido.
Hoje sei-me o deserto onde Deus teve
Outrora a sua capital de olvido

(Passos Da Cruz)

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IMPRESSÕES DO CREPÚSCULO

10 31st, 2009 Author: Maria

Couple standing face to face by the sea at sunset

PAUIS DE ROÇAREM ânsias pela minh’alma em ouro…
Dobre longínquo de Outros Sinos… Empalidece o louro
Trigo na cinza do poente… Corre um frio carnal por minh’alma..
Tão siempre a mesma, a Hora!… Balouçar de cimos de palma!…
Silêncio que as folhas fitam em nos… Outono delgado
Dum canto de vaga ave… Azul esquecido em estagnado…
Oh que mudo grito de ânsia põe garras na Hora!
Que pasmo de mim anseia por outra coisa que o que chora!
Estendo as mãos para além, mas ao estendê-las já vejo
Que não é aquilo que quero aquilo que desejo…
Címbalos de Imperfeição…Ó tão antiguidade
A Hora expulsa de si-Tempo! Onda de recuo que invade
O meu abandonar-me a mim próprio até desfalecer,
E recordar tanto o Eu presente que me sinto esquecer!…
Fluido de auréola, transparente de Foi, oco de ter-se…
O Mistério sabe-me a eu ser outro… Luar sobre o não conter-se…
A sentinela é hirta — a lanςa que finca no chão
É mais alta do que ela…Para que é tudo isto… Dia chão…
Trepadeiras de despropósito lambendo de Hora os Aléns…
Horizontes fechando os olhos ao espaço em que são elos de erro.,
Fanfarras de ópios de silêncios futuros… Longes trens…
Portões vistos longe… através de árvores…tão de ferro!

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